Vem a voz, não mais em som, mas em sentido,
E a promessa de um Nome, no tempo, é o partido.
Ele diz: "Aquele que me busca, da morte eu o livro."
Mas a vida, esse livro, é teu, e de ti mesmo o livro.
Não é um prêmio, um presente dado em vão,
Mas um solo sagrado, que exige a tua mão.
Pois o Criador te deu o dom de não ter fim,
E te diz: "Agora constrói, constrói de ti para mim."
Não morrer, eis a porta que se abre para o além,
Mas viver, é a jornada que faz valer a pena.
É na busca, na luta, no suor de cada dia,
Que a tua vida se torna a mais nobre poesia.
A vida tem seus requisitos, o coração sabe,
E a eternidade não é a meta, mas a chave.
Para que a criança crescida, enfim, possa entender,
Que a vida é mais que um fardo: é um dever de ser.
