segunda-feira, 24 de maio de 2010

Ensaio da Loucura - Introdução

Querendo encontrar-se, da janela, contempla, longe, no horizonte, uma pequena imagem deslocar-se devagar em um ato contínuo. O olhar, admirado, consegue achar-se quando, no ar, em uma transparência surreal, um sorriso transpira. A imagem, refletida, paira no ar.

Do horizonte, a janela: lá está um ser familiar com suas paranóias diárias em um quarto trancado. A fechadura é o medo. A chave, a tristeza de mais um amanhecer.
A cabeça confusa, perdida em mais uma paranóia, pergunta: "Como posso, daqui, me ver lá". 
Uma gargalhada ressoa em seus pensamentos inconstantes fazendo-o quase sorrir, mas o esforço é notável e a concentração é realcançada com uma fisgada no lado esquerdo da cabeça.
Na janela, o Medo. No horizonte, com um sorriso descomposto, o Amor.

Concentrado, a olhar, a porta é aberta despercebidamente, entram dois seres vestidos com jalecos brancos. Um carrega a seringa na mão. O sono chega sem bater, as vistas escurecem, o horizonte desaparece com o ser familiar pairado, a olhar. Um dos seres fecha a janela enquanto o outro coloca-o na cama. Em seguida, saem batendo a porta. No sub consciente pôde-se ouvir as pisadas esvaindo-se lentamente.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Ensaio sobre o amor

O amor? nada sei.
Assim, não falo sobre. Para não perder-me em meio ao vão da ciência.
Nada importa. Se é um fim impor turnos que nos mata com lentidão ou rapidez, senão, um meio. 
Não adianta. Se tiver que amar, será, senão, contra sua própria vontade, com ou sem dor. Não há o que fazer.
Uma vida renovada, sem barreiras, desconstruída, como uma bola de canhão a espreita no canto da sala, esperando por uma guerra onde irá vingar de uma maneira, um prazer que ela o sabe.
Sem transmitir pesar por qualquer um de vós que amais com vigor, termino com esse baboseiro sem indício algum ou rancor.






sexta-feira, 7 de maio de 2010

..A Mente..

Vida minha, a minha vida, que tanto prezo e desprezo. Que ideologia a minha? achar que tudo tem seu sentido, um significado? Até onde vai minha imaginação? Eis a questão. Sendo assim deixo tudo como está. Se vier a continuar, é por algo que não coube a mim controlar. Tudo passa. Até essa ideologia barata. Pude observar isso nesses pouquíssimos anos vividos. De tantas coisas que um dia tive certeza, acho que poucas trouxe comigo, mas, talvez, seja uma certeza das muitas que já tive. Viver é uma palavra, entre muitas, que escolheram para denominar este status. Afinal, fica menos difícil entender algo se der um nome. Quero dizer, esses trilhões de palavras que inventaram facilitam muitas vidas. Se é que seja realmente assim. Antes que me perca nessas muitas palavras, voltemos a minha vida...
A muito tenho andado e pesquisado tudo e todos. Observando apenas o que eu quero, o que me chama a atenção, coisas que me fazem refletir e analisar coisas que são incompreensíveis, e quanto maior a incompreenção, maior é a atração. Porque, o que há de compreensível neste mundo? Será tudo uma perda de tempo? Tudo na vida é uma grande perda de tempo ou não. É difícil dizer quando não se sabe, quando não há certeza. Sabendo meu propósito, com certeza, não perderia tempo. Meus pensamentos, os que tenho, talvez tenham algum propósito.
Já que estou supostamente vivendo, irei gozar de tudo o que a vida me oferece. A vida é um grande e complexo “pode ser ou não pode ser”. Se puder, agradeço!

Jocivan Brandão Café





terça-feira, 4 de maio de 2010

Sou eu

Eu mesmo, único, sem copias, sem imitações.
Sou o que sou.
Não vou mudar a minha vida.
Eu faço o que bem entendo.
Cada um tem sua vida.
Fazem o que bem entendem.
Viver, amém.
Mas, quebrar, quebrou.
Assim que aprende quando se aprende com os erros.
Aprendi:
Viver é verbo infinitivo absoluto.
A vida é um dom, é o presente que carrega consigo seu pretérito perfeito.
O raro amor, sem valor, é perdido para outro encontrá-lo.
Tudo passa, um dia aprendo.
O que era importante, mudara com o tempo.
Tenho muito o que viver, muito o que aprender.






segunda-feira, 3 de maio de 2010

Sonhos

Um sonho pode ser brutal, 
Também, pode ser doce. Como um algodão doce,
Pode nos trazer prazer.
Ah! Nos sonhos pode muita coisa.
Sonhar é voar
Acordado,
É estar no limite do saber. Semelhantemente, é viver
A realidade, é de verdade.
Um sonho vívido vem por um desígnio.
É tão real quanto a realidade habitual
Vivida em um fluxo de dois sentidos.
Absolutamente, o prazer em sonhar supera o prazer em viver
Em muitos casos.
Tantos,
Que, as vezes, usar o termo "as vezes",
Chega a ser ingênuo,
Como o arrepio que gera um frio,
Não há como saber.